segunda-feira, 27 de outubro de 2014

OAB cria subseção em Francisco Sá



O Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MG) vai instalar em Francisco Sá, a 220ª subseção na Comarca de Francisco Sá, que abrande também o município vizinho de Capitão Enéas. Anteriormente funcionava na cidade uma Delegacia da Ordem, subordinada à 11ª Subseção de Montes Claros.

O presidente da Delegacia e principal responsável por conseguir a implantação da subseção, Osvaldo Silva Leão Neto, explica que, doravante, os advogados que atuam na comarca terão mais facilidades para o trabalho. “Teremos mais autonomia, até mesmo na questão financeira e condições de acompanhamento da atuação dos advogados através de um Conselho de Ética, coibindo atos inapropriados e contribuindo, assim, para a valorização profissional”, afirma Leão.

No ano que vem haverá eleições para diretorias em todos os níveis da OAB e assim, até lá, o primeiro presidente da subseção de Francisco Sá deverá ser indicado. O nome mais cotado é Osvaldo. Ele diz que, se concretizado, irá nomear dois delegados de Prerrogativas, que atuam no acompanhamento e defesa de seus colegas contra abusos de autoridades. “Também pretendemos mudar a nossa sede, que hoje fica no Fórum, para outro local, mais amplo, inclusive com salas onde advogados recém-formados, que ainda não possuem escritório, possam atender seus clientes”, ressalta.

Fonte: Gazeta Norte Mineira.

domingo, 26 de outubro de 2014

Por que a Minas de Aécio deu a vitória a Dilma

Postado em 26 out 2014
Obrigado por nada, Minas
Obrigado por nada, Minas

Uma das certezas desse fim de eleição é que os ignorantes de sempre culparão os nordestinos ignorantes pela derrota de Aécio Neves e proporão um racha.
Estarão errados, mais uma vez, não apenas pelo julgamento odioso. O Nordeste escolheu Dilma maciçamente — inclusive Pernambuco, onde a viúva de Eduardo Campos declarou apoio a Aécio Neves –, mas decidiu o pleito com a ajuda inestimável dos mineiros.
Em Minas, o ex-governador perdeu por 52,4% a 47,6%. São cerca de 500 mil votos.
Para quem se jactava de ter deixado o cargo com 92% de aprovação, número nunca comprovado, e falava de seu estado com um tom de apropriação, foi uma paulada.
Aécio não apenas não elegeu o candidato de seu partido em MG como apanhou de uma conterrânea que, como ele, passou muito pouco tempo por lá.
A nacionalização de Aécio, trazida pela campanha, mostrou aos habitantes de Minas um homem que eles talvez desconfiassem que não fosse grande coisa. Mas como saber ao certo com uma imprensa totalmente vendida e uma propaganda oficial diuturna?
Durante sua gestão e a de Anastasia, não foram publicadas notícias sobre o aeroporto construído em terras do tio, sobre o nepotismo, sobre as verbas publicitárias para veículos de comunicação da família etc. Isso só veio à tona nos últimos anos — e mesmo assim com uma imprensa de Rio e SP jogando a favor.
Aécio termina 2014 como um nome nacional, com um capital eleitoral forte num país dividido, recordista de votos no PSDB, mas derrotado. Terá pela frente dois concorrentes com sangue nos olhos: José Serra e Geraldo Alckmin, ambos de São Paulo.
Os dois estavam com Aécio em seu discurso pós derrota. Claramente ressentido, Aécio não dirigiu palavra à mineirada.
“Eu deixo essa campanha ao final com o sentimento de que cumprimos o nosso papel. São Paulo retrata de forma mais clara o sentimento que tenho no meu coração pelo cumprimento da minha missão: combati o bom combate, cumpri minha missão e guardei a fé”, disse, citando São Paulo numa das cartas a Timóteo.
Minas livrou o Brasil de seu filho.
Sobre o Autor
Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

Homem incendeia urna eletrônica com gasolina em Porteirinha, MG

Ele entrou na cabine de votação com uma garrafinha de refrigerante.
Suspeito já ateou fogo na agência do INSS em 2013; ele foi preso.

Adriana LisboaDo G1 Grande Minas
Urna foi incendiada em Porteirinha (Foto: Divulgação/Polícia Militar)Urna foi incendiada em Porteirinha (Foto: Divulgação/Polícia Militar)
Um homem de 42 anos foi preso por atear fogo em uma urna eletrônica na seção eleitoral em que vota, na Escola Estadual Miguel José da Cunha, em Porteirinha, no Norte de Minas Gerais. O crime foi por volta das 10 horas, neste domingo (26).
Segundo informações da Polícia Militar, João Milton Pereira entrou na seção com um garrafinha de refrigerante, contendo gasolina, e ateou fogo na urna.
Ainda segundo a polícia, ele já havia colocado fogo na sala de espera da agência da delegacia do INSS de Porteirinha, em 2013.
De acordo om informações da assessoria de comunicação do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, 67 pessoas já haviam votado na urna. A mídia onde os dados ficam armazenados não sofreram danos, foi retirada e imediatamente colocada em outra urna. A votação continua normalmente.
Ainda segundo o TRE, o homem que ateou fogo na urna pode responder pelo crime de ''promover desordem que prejudique trabalhos eleitorais", com detenção de até dois meses e pagamento de multa. Ele foi preso em flagrante.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Em tempos de paranoia anticomunista, o PSDB tenta esconder a biografia de Aloysio Nunes

Postado em 22 out 2014
Eles
Eles
 Uma das acusações preferidas de aecistas cavernistas a Dilma Rousseff é a de que se trata de uma “ex-terrorista, assaltante de banco e subversiva”. Uma vez comunista, sempre comunista.
Se antes esse era um discurso de bolsonaros doentes, ganhou um estatuto mainstream. O senador Álvaro Dias, por exemplo, do PSDB, conseguiu enxergar uma bandeira cubana no clipe da Copa do Mundo. Aécio Neves, mesmo, falou para a adversária no debate do SBT que não continuaria dando dinheiro para “as ditaduras que você apoia”.
É claro que eles não acreditam realmente nessa conversa mole da Guerra Fria. Mas, como tem ressonância entre milhares de burros, eles vão falando.
Com essa radicalização, é sintomático que a chapa de Aécio faça força para esconder seu próprio “ex-terrorista”, o vice Aloysio Nunes Ferreira.
No início do mês, o TSE multou Aécio em 40 mil reais por oito inserções na TV em que o nome de Aloysio não aparecia. “Revela-se impossível que o candidato não teve ciência do conteúdo da publicidade veiculada nas inserções impugnadas, tendo em vista que, repise-se, fora apresentada por ele próprio, muito próximo à realização do pleito”, escreveu o ministro Tarcisio Vieira de Carvalho Neto
No site oficial da candidatura, a biografia de Aloysio é sucinta. “Com 18 anos, entra no movimento estudantil e inicia sua militância política nos momentos que precederam o golpe de 64. Filia-se ao MDB em 1966, logo após sua fundação. Presidiu o Centro Acadêmico XI de Agosto, da Faculdade de Direito da USP, em 1967. É perseguido pelo governo militar e parte para o exílio na França, onde vive por 11 anos. Mesmo distante, denuncia as violações aos direitos humanos praticados contra os opositores da ditadura brasileira. Com a anistia, voltou ao Brasil e participou da fundação do PMDB”.
É uma edição marota. A face de Aloysio que os aecistas gostam de ver é a do autor do projeto de lei pela redução da maioridade penal, a do sujeito que xinga ciclovias etc. A que não gostariam de ver, se a conhecessem melhor, é a que o aproxima da Dilma do fim dos anos 60, começo dos 70, devidamente renegada (o que, de resto, é de seu absoluto direito).
Aloysio militou na luta armada pela Ação Libertadora Nacional. Dilma era da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares).
Ele conheceu seus companheiros quando presidiu o Centro Acadêmico XI de Agosto. Era filiado ao clandestino PCB.
A ALN era liderada por Carlos Marighella e Joaquim Câmara Ferreira. “Ele [Marighella] tinha uma confiança muito grande no Aloysio. Era muito bem quisto por ele. Falava muito bem do senador, que já era muito culto”, disse a ex-militante Iara Xavier Pereira à Carta Capital.
“Mateus” — seu nome de guerra mais usado — era motorista do chefe. Em 1968, participou do assalto ao trem pagador da extinta estrada de ferro Santos-Jundiaí. Aloysio teria dirigido o carro da fuga, levando malotes de dinheiro. Também tomou parte do assalto ao carro-pagador da Massey-Ferguson na praça Benedito Calixto, em Pinheiros.
Foi mandado a Paris com um passaporte falso. Condenado pela Lei de Segurança Nacional, virou representante da ALN no exterior. Fez um acordo com a Argélia para treinar brasileiros na guerrilha.
Em 1979, assinada a Anistia, voltou ao Brasil. Desfiliou-se do PCB e entrou no MDB e depois no PMDB, onde começou uma carreira bem sucedida. Foi deputado estadual de 1983 a 1991 em SP, e vice-governador na gestão de Luiz Antônio Fleury Filho.
Em 1997, filiou-se ao PSDB. No governo FHC, foi ministro da Justiça e secretário geral da presidência. Quando Serra era governador, Aloysio ocupou o cargo de chefe da Casa Civil. Em 2010, elegeu-se senador com o recorde de 11 milhões de votos.
Aloysio é natural de São José do Rio Preto, interior do estado. Há uma estrada com seu nome na cidade (SJR-419). Ele é dono de uma fazenda na vizinha Pontalinda. Em maio de 2009, a polícia militar encontrou um tambor de leite com 19 quilos de pasta base de cocaína, 515 gramas de crack e 13 cartuchos para pistola numa área isolada da propriedade.
“O doutor Aloysio é vítima”, disse o delegado Antônio Mestre Júnior, chefe da Polícia Civil na área de São José do Rio Preto, à Folha. “Os criminosos escolheram a propriedade pela sua localização geográfica e facilidade de esconderam a droga ali”. No “Diário”, publicação de Rio Preto e arredores, a assessoria do então secretário de Serra declarou que “foi o namorado da filha de seu caseiro, um policial militar, que suspeitou da movimentação e acionou a polícia”. A droga, incinerada de acordo com o delegado Mestrinho, valia 800 mil reais. A história morreu aí.
“Fui mais longe do que ela [Dilma]. Mas isso não me impede de hoje ter uma visão absolutamente crítica, não só da tática, mas da concepção desses movimentos”, diz ele sobre seu passado. “Atacávamos a ditadura por uma via que não era democrática.”
Na noite de ontem, um ato pró-Aécio na capital paulista reuniu mil pessoas gritando “Ai que maravilha, a Dilma vai pra Cuba e o Aécio pra Brasília” e “Dilma terrorista”. Aloysio não foi visto.

Previsão do tempo para Capitão Enéas - MG.

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      Min. 21°CMax. 32°C
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